quinta-feira, 16 de junho de 2011

Presidente Dilma vai assinar MP sobre imposto de vendas na internet


15/06/11, 17:18

Presidente Dilma vai assinar MP sobre imposto de vendas na internet

Wilson Martins comemora medida que, segundo ele, beneficia estados e consumidores.

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A presidente Dilma Rousseff vai editar uma Medida Provisória (MP) regulamentando a cobrança de impostos nas compras pela internet. O compromisso foi assumido diante dos governadores do Norte e Nordeste, em café da manhã, hoje (15/07), no Palácio da Alvorada.

 

Segundo o entendimento, a regulamentação vai adotar o mesmo mecanismo adotado nas vendas de carro, onde o imposto é dividido entre estado produtor e consumidor. Assim, se um produto tem alíquota de 15%, uma parte (10%) fica no estado de origem e outra (5%) vai para o estado de destino da mercadoria, sem alterar o preço.

 
“É uma decisão importante porque atende aos estados como o Piauí e não geram custo adicional para o cidadão, destaca o governador Wilson Martins. Ele lembrar que o Piauí teria este ano uma perda de cerca de R$ 80 milhões, já que todo o tributo estava ficando em poder do estado produtor, sobretudo São Paulo.

 
“Esta MP é uma conquista dos estados. Levantamos essa bandeira e estamos saindo com uma grande vitória eu vem junto com a compreensão da presidente Dilma”, disse Wilson Martins. A intenção agora é que a MP seja editada o mais rápido possível, para não se acentuem as perdas (que no caso do Piauí já rondam os R$ 40 milhões, em quase seis meses).

 
Governadores rejeitam juros cobrados pela União
Na reunião com a presidente Dilma, os governadores solicitaram a mudança nos juros (a taxas de mercado) cobrados nos contratos com o governo federal. Em muitos casos, as taxas variam entre 16 e 18%. “É como se a União estivesse mais preocupada em ganhar dinheiro com os estados”, explica o governador Wilson Martins. Ele disse que a reivindicação foi bem recebida pela presidente Dilma.

 
O governo federal vai estudar mecanismos para alterar essa prática. O desejo dos estados é a desoneração nessa relação entre União e unidades federativas, resultando em menos impacto sobre as finanças estaduais.

 
Na discussão sobre reforma tributária, outros temas entraram na pauta, além do imposto no e-Comércio. Entre os pontos fundamentais estava o que se refere à prática de incentivos fiscais, que cria uma espécie de guerra entre os estados. O entendimento é que deve-se evitar a guerra, mas sem romper com os contratos já formalizados, o que geraria uma insegurança jurídica. A idéia que prevalece é de que os incentivos já concedidos devem ser respeitados.

 
Também se discutiu sobre o imposto no comércio exterior, como forma de incentivar a produção industrial local. No entendimento dos governadores, não tem sentido favorecer a importação em detrimento da exportação, o que penaliza o produtor interno.

Da redação
redacao@cidadeverde.com
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terça-feira, 7 de junho de 2011

PGR arquiva pedido de investigação sobre evolução patrimonial de Palocci


06/06/2011 20h10 - Atualizado em 06/06/2011 23h38

PGR arquiva pedido de investigação sobre evolução patrimonial de Palocci

Segundo jornal, patrimônio do ministro cresceu 20 vezes em quatro anos.
Procurador-geral afirmou que fatos 'não configuram infração penal'.

Débora Santos Do G1, em Brasília
O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, determinou nesta segunda-feira (6) o arquivamento das representações, protocoladas pela oposição, pedindo a abertura de inquérito para investigar a evolução patrimonial do ministro Antonio Palocci.
Segundo reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, o patrimônio de Palocci cresceu 20 vezes entre 2006 e 2010, período em que era deputado federal.
Os pedidos de investigação do ministro foram formulados por parlamentares de PSDB, DEM e PPS. Depois de recebidas as representações, Gurgel pediu e Palocci enviou explicações para a evolução patrimonial. A decisão do procurador foi tomada após analisar os documentos apresentados pelo ministro.
Na noite desta segunda, Palocci divulgou nota, por meio da assessoria da Casa Civil, dizendo que prestou todos os esclarecimentos públicos e que espera que a decisão "recoloque o embate político nos termos da razão".
De acordo a legislação brasileira, parlamentares e ministros de estado possuem foro privilegiado para acusações no âmbito penal.
No despacho de 27 páginas, Gurgel afirmou que não é atribuição da PGR analisar representações que se refiram a atos de improbidade administrativa, que pertecem à esfera cível. Ele menciona no documento investigação aberta em 27 de maio pelo Ministério Público Federal no Distrito Federal com a finalidade de investigar, no âmbito cível, a evolução patrimonial do ministro e as atividades da empresa de consultoria Projeto, de propriedade de Palocci.
"Os fatos [...], tais como descritos nas representações, não configuram infração penal. [...] A lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada. Trata-se de fato que, em tese, poderá configurar ato de improbidade administrativa", afirmou o procurador no documento.
De acordo com o procurador, não é crime possuir patrimônio incompatível com a renda. Segundo ele, isso só pode ser considerado ilegal se a origem dos bens for ilícita.
A lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada."
Procurador-geral da República, Roberto Gurgel
Para ele, no caso de Palocci, não há indícios de que a renda tenha sido resultado de “delitos” ou do uso do cargo de deputado federal para supostamente beneficiar clientes.
Gurgel afirmou ainda que a falta de indícios impede a investigação de transações imobiliárias e receitas supostamente ilícitas, o que dependeria da quebra de sigilos do ministro e de terceiros envolvidos nos negócios da Projeto, empresa de consultoria de Palocci.
"Não é possível concluir pela presença de indício idôneo de que a renda havida pelo representado [Antonio Palocci] como parlamentar, ou por intermédio da Projeto, adveio da prática de delitos nem que tenha usado do mandato de Deputado Federal para beneficiar eventuais clientes de sua empresa perante a administração pública", concluiu o procurador.
A análise dos documentos enviados por Palocci para justificar os ganhos da empresa Projeto, segundo o procurador, não revelou indícios de sonegação fiscal. De acordo com o procurador, o contrato social foi modificado cinco vezes, as duas últimas para excluir Palocci do cargo de administrador, em julho de 2010, e para encerrar a empresa, em dezembro do ano passado.
“As representações ora em análise e as matérias jornalísticas a que se referem não contêm, reitere-se, a descrição de um único fato que constitua causa idônea e hábil a autorizar o requerimento de quebra de sigilo do representado, de sua empresa e de eventuais clientes”, avaliou Gurgel.
Ao final da decisão, o procurador-geral negou que a repercussão das notícias sobre o patrimônio do ministro tenham influência na decisão de arquivar os pedidos de abertura de investigações.
Na avaliação do procurador-geral, não se sustentam afirmações de que Palocci teria intermediado negócios entre companhias privadas, empresas de economia mistas e fundos pensão ligados a estatais. No despacho, Gurgel cita contratos entre a consultoria de Palocci e a empresa da área de construção civil WTorre.
As representações afirma que a WTorre seria cliente da Projeto e, nos anos de 2009 e 2010, e teria feito negócios "vultuosos" com os fundos de pensão Fundação dos Economiários Federais (FUNCEF) e Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), além da Petrobras.
Os negócios, segundo a oposição, teriam sido intermediados pelo ministro e seriam referentes a compra de imóveis dos imóveis Complexo WTorre Nações Unidas e Centro Empresarial Senado e na construção de um dique seco no estaleiro Rio Grande no litoral do Rio Grande do Sul. A relação entre a empresa do ministro e os negócios citados foi apontado na representação como tráfico de inflência.
Em nota, divulgada no último dia 25 de maio, a WTorre admitiu os contratos com fundos de pensão e com a Petrobras e afirmou que o contrato com a empresa de Palocci previa apenas a contratação de serviços de "consultoria em assuntos corporativos".
Na avaliação do procurador-geral, as suspeitas narradas pelos parlamentares de oposição sequer se enquadram na definição de tráfico de influência.
“Além da ausência de indício idôneo da existência da afirmada ação do representado perante os órgãos públicos para beneficiar os clientes da Projeto, tem-se que os fatos, do modo como descritos nas representações, não se enquadram, sequer em tese, no crime de tráfico de influência”, avaliou Gurgel.
O pedido de investigação sobre os negócios de Palocci também cita doações de R$ 3,4 milhões da empresa WTorre para a campanha eleitoral do PT. O despecho da PGR afirma que, de acordo com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a WTorr contribuiu também com as campanhas do PTdoB, do PMDB e do PSDB. Para Gurgel, os relatos das representações não demonstram a relação entre os negócios da WTorre com as doações ao PT.
"[A representação] não traz um único fato idôneo no sentido de que os contratos e negócios da WTorre foram intermediados pelo representado, nem que as doações eleitorais representaram uma espécie de pagamento ou de compensação por eventual patrocínio do representado aos interesses da WTorre. Nada, absolutamente nada, há nesse sentido", concluiu Gurgel.
Veja os principais pontos do despacho do Procurador-Geral da República:
Ausência de crime
"Os fatos [...], tais como descritos nas representações, não configuram infração penal. [...] A lei penal não tipifica como crime a incompatibilidade entre o patrimônio e a renda declarada. Trata-se de fato que, em tese, poderá configurar ato de improbidade administrativa.[...] As quatro representações não vieram instruídas com qualquer documento. [...]A mera afirmação, articulada de forma genérica e desacompanhada de qualquer elemento indiciário, de que o representado adquiriu bens em valor superior à renda que auferiu como parlamentar, não enseja evidentemente a instauração de inquérito.”
Investigação cível
“Assinalo também, que tramita na Procuradoria da República no Distrito Federal inquérito civil instaurado para apurar, sob a ótica da improbidade administrativa, os mesmos fatos noticiados pelos representantes [parlamentares de oposição].”
Tráfico de influência
“Não há igualmente indício idôneo da prática do crime de tráfico de influência, que, segundo os representantes, decorreria necessariamente do fato de clientes da empresa Projeto terem celebrado contratos com entidades que integram a administração indireta e fundos de pensão.”
“Examinadas as representações, [...] bem como as informações e os esclarecimentos prestados pelo representado, acompanhados de documentos, não é possível concluir pela presença de indício idôneo de que a renda havida pelo representado como parlamentar, ou por intermédio da Projeto, adveio da prática de delitos nem que tenha usado do mandato de Deputado Federal para beneficiar eventuais clientes de sua empresa perante a administração pública.”
Quebra de sigilo
“No entanto, o deferimento de diligências dessa natureza [quebras de sigilo] somente legitima-se diante da existência de indícios concretos da prática de crime que autorize a sua realização. [...] As representações ora em análise e as matérias jornalísticas a que se referem não contêm, reitere-se, a descrição de um único fato que constitua causa idônea e hábil a autorizar o requerimento de quebra de sigilo do representado, de sua empresa e de eventuais cliente”.
Prestação de contas à Comissão de Ética da Presidência
“Quando de sua indicação para o cargo de Ministro-Chefe da Casa Civil da Presidência da República, o representado informou à Comissão de Ética da Presidência da República a sua situação patrimonial, com a relação detalhada de todos os seus bens, as rendas que auferiu nos últimos doze meses e as atividades que exerceu no mesmo período, mencionando inclusive a participação societária na Projeto.”
Sonegação fiscal
“Especificamente quanto à empresa Projeto, os documentos que instruem as manifestações do representado [Palocci] são suficientes para um juízo seguro sobre a improcedência, tal como articuladas, das acusações formuladas pelos representantes [parlamentares de oposição] de práticas criminosas decorrentes da sua atuação como sócio administrador da empresa[Palocci]. Não há sequer indício da prática do crime de sonegação fiscal.”
Repercussão
“A enorme repercussão do caso, que tem estado nas primeiras páginas dos grandes jornais há semanas, em razão da notória importância do representado no cenário político nacional, talvez recomendasse, como caminho mais simpático para o Ministério Público que, a despeito da insuficiência absoluta de indícios, promovesse a continuidade da investigação, porque ‘procurando, vai achar’, porque ‘certamente há algo de errado’ e outras trivialidades. A Constituição e as graves responsabilidades da instituição e do seu cargo não autorizam, porém, o Procurador-Geralda República a ceder a tais bordões.”


sexta-feira, 3 de junho de 2011

Palocci fala à TV Globo sobre aumento do patrimônio pessoal


03/06/2011 20h57 - Atualizado em 03/06/2011 21h53

Palocci fala à TV Globo sobre aumento do patrimônio pessoal

Ministro-chefe da Casa Civil concedeu entrevista na tarde desta sexta.
Segundo jornal, ele ampliou patrimônio em 20 vezes entre 2006 e 2010.

Do G1, em Brasília
O ministro-chefe da Casa Civil, Antonio Palocci, fez nesta sexta (3), em entrevista à TV Globo, a primeira manifestação pública desde que reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" informou que ele teve o patrimônio pessoal aumentado em 20 vezes entre 2006 e 2010. No período, o atual ministro exerceu mandato de deputado federal e coordenou a campanha presidencial de Dilma Rousseff.
Desde a publicação da reportagem, no último dia 15, ele não havia dado declarações públicas sobre o assunto. Integrantes de partidos da base do governo e da oposição cobravam explicações do ministro.
A íntegra da entrevista, concedida ao repórter Julio Mosquera, será levada ao ar na Globo News. O Jornal Nacional exibiu os principais trechos (leia abaixo).
A primeira pergunta foi sobre o quanto a empresa dele, a Projeto, faturou ano a ano, de 2006 a 2010.
Todo o faturamento da empresa foi registrado nos órgãos de controle tributário tanto da Prefeitura de São Paulo, quanto da Receita Federal. Todo o serviço prestado pela empresa foi feito a partir de emissão de notas fiscais regulares e todos os impostos foram recolhidos. Se tratava de uma empresa privada, que prestava atividades privadas, que foi registrada em meu nome e de meu sócio na Junta Comercial de São Paulo. Portanto eu não tive uma atividade reservada, tive uma atividade pública. Agora, os números da empresa são números que eu gostaria de deixar reservados porque não dizem respeito ao interesse público. Agora, os contratos, sim, aquilo que eu fiz, serviço que eu prestei, as empresas que eu atendi, as empresas que tinham contrato com a Projeto, posso falar perfeitamente sobre eles.
Agora em relação aos ganhos, ministro, surgem alguns valores. A ‘Folha de S.Paulo’ deu inclusive que no ano de 2010 houve um faturamento de R$ 20 milhões e nos meses de novembro e dezembro, R$ 10 milhões só nesses dois últimos meses, meses em que o senhor estava participando da transição do governo. Esses valores são verdadeiros?
Os valores podem ser aproximados, eu não tenho eles nesse momento. Mas o que ocorre é que no mês de dezembro eu encerrei as atividades da empresa, dado que ia assumir um cargo na Casa Civil, no governo federal. Eu promovi um encerramento das atividades todas de consultoria da empresa, todos os contratos que eu tinha há dois anos, há cinco anos, há três anos, foram encerrados e eles foram quitados. Ou seja, aqueles serviços prestados até aquele momento foram pagos nesse momento. Por isso que há uma arrecadação maior nesse final de ano, mas são contratos de serviços prestados. Hoje, por exemplo, a empresa não tem mais nenhum contrato, nenhuma arrecadação, nenhum valor.
Normalmente, uma empresa quando ela vai encerrar os trabalhos, ela reduz o faturamento, ela tem que pagar impostos, ela tem que se organizar. E o senhor disse que, nessa última fase, nesses dois últimos meses, o faturamento aumentou muito. Como que é isso ministro?
Veja, não aumentou muito. Apenas você tem um faturamento maior nesse período em relação a outro período do ano porque neste período eu fiz um encerramento dos contratos, contratos que previam o pagamento, isso ao longo do tempo. Como eu antecipei o encerramento desses contratos, os serviços prestados até aquele momento foram pagos nesse momento. Muitas vezes, eles estavam previstos para ser pagos um ano depois, seis meses depois, ou quando se concluísse um determinado empreendimento de uma empresa. Como por força da minha entrada no governo deveria, como fiz, encerrar as atividades da empresa, então nesse momento esses contratos foram encerrados, e os serviços que tinham sido prestados até aquele momento foram pagos nesse momento. Mas não foram evidentemente serviços prestados naquele mês, foram serviços prestados ao longo de anos. Eu tinha, por exemplo, contratos de cinco anos.
Agora, o senhor tinha cláusula de sucesso nos contratos?
Não, tinha previsão de ganhos em relação ao desenvolvimento de projetos.
Mas como especificamente, ministro?
Especificamente, se eu atuava para indicar um novo empreendimento para uma empresa, ao final daquele empreendimento você tinha um ganho em relação aquela consultoria que foi dada para esse empreendimento. Como eu encerrei em dezembro, então me foi pago, não o valor total em alguns casos, mas o valor do serviço prestado até aquele momento.
O senhor chegou a dizer numa reunião que ganhou dinheiro trabalhando com fusões e incorporações, em reuniões com senadores do PT. Inclusive o senador [Eduardo] Suplicy revelou que o senhor informou ter ganho R$ 1 milhão numa incorporação. O senhor sabe que incorporações exigem aval de órgãos do governo, como o Cade, o Banco Central, e que, pela lei, o funcionário público não pode atuar junto a órgãos públicos em defesa de empresas privadas. Eu queria saber como é que o senhor explica essa atuação do senhor nessas incorporações?
Eu tenho esclarecido, e reafirmo aqui pela oportunidade, que a minha empresa jamais atuou junto a órgãos públicos, ou diretamente prestando consultoria para órgãos públicos ou representando empresas privadas nos órgãos públicos.
Mas essas empresas para as quais o senhor trabalhou, elas tinham interesses no setor público? Estavam fazendo negócios com o setor público?
Não, eu nunca participei. Quando uma empresa privada tinha negócio com o setor público, eu nunca dei consultoria num caso como esse. Até durante a semana jornalistas me perguntaram sobre isso, eu pude esclarecer casos concretos que me foram apresentados, mas em nenhum momento eu participava de um empreendimento, vamos dizer, que envolvesse um órgão público e um órgão privado. Um fundo de pensão de empresa pública com uma empresa privada, nunca participei disso. O que eu fazia era uma consultoria para empresas privadas. Se a empresa tinha uma necessidade junto a um órgão público, ela tinha lá seu departamento ou a sua prestação de serviços para isso. Eu não fazia isso porque isso a lei não me permitia, e eu tinha perfeita clareza do que a lei permitia ou não permitia.

O senhor disse que em 2010 foi mais ou menos esse valor, cerca de R$ 20 milhões. Nos anos anteriores, 2006, 2007, 2008, 2009, nesses anos, o senhor faturou quanto? Próximo desse valor?
Não, foram valores inferiores. A empresa foi ampliando a sua atuação, ampliando o seu faturamento naturalmente.
Por que o senhor não divulgou a lista de clientes?
É uma pergunta muito importante que você me faz. Muitas pessoas pediram para divulgar a lista de clientes. Veja, semana passada, uma empresa admitiu que teve contratos comigo. O que aconteceu? Deputados da oposição foram imediatamente apresentar acusação grave contra essa empresa, que teria conseguido restituição de impostos, em tempo recorde, por minha intermediação. Veja a gravidade da afirmação.
O senhor nega isso?
Não sou eu que nego. Duas horas depois, a Receita Federal divulgou um relatório, mostrando que a Receita Federal tomou a decisão em relação a essa empresa quase dois anos depois de requerida a devolução do imposto e por determinação judicial.
Eu vi o despacho, a Justiça diz que a Receita deveria prestar informações sobre aquela empresa específica porque o tempo da prestação de informações teria passado. Mas aí a Receita não apenas não recorreu como resolveu pagar de imediato quando o prazo para pagar esse imposto seria até cinco anos.
Não, a decisão da Justiça foi que a Receita Federal tomasse a decisão. Qual era a acusação? Que a empresa teria recebido em 44 dias a restituição. Agora, o processo correu, mais de um ano.
A segunda restituição, porque são dois impostos, um de 2008 e outro de 2009. A entrada foi próxima. Esses 44 dias foi depois da entrada do pedido do segundo imposto. 44 dias depois, a Receita Federal mandou pagar esse segundo imposto com o primeiro que havia sido solicitado, num total de pouco mais de R$ 9 milhões.
O primeiro que havia sido solicitado há quase 2 anos. Então não se pode falar em tempo recorde. Não se pode inferir, a partir daí, que eu tenha atuado no caso. Então por que eu estou dizendo isso para você? Eu não divulgo o nome de terceiros, o nome de empresas que são idôneas, são empresas renomadas nos seus setores. Porque, como há um conflito político, eu, como homem público, me disponho a dialogar nesse conflito político. Agora eu não tenho o direito de expor terceiros nesse conflito. A não ser que alguém levante um problema ocorrido em relação a uma empresa, aí sim a própria empresa vai se manifestar. Agora, eu não posso expor contratos que tive com empresas privadas renomadas nas suas áreas num ambiente de conflito político.
O senhor não vai divulgar a lista de clientes?
Não devo fazê-lo. Acho que não tenho o direito de fazer a divulgação de terceiros. Eu acho que eu devo assumir os esclarecimentos relativos à minha empresa,
O senhor poderia, pelo menos, dizer em que setor que essas empresas atuam, que tipo de negócios foram feitos?
Eu atuei em setores de indústrias, trabalhei na consultoria para vários segmentos de indústria, trabalhei no setor de serviços financeiros, no setor de mercado de capitais, bancos e empresas, fundos de mercado de capitais. Fundos trabalham principalmente com investimentos em outras empresas privadas, e trabalhei em empresas de serviços em geral. Então veja, é um conjunto de empresas que pouco tem a ver, por exemplo, com obras públicas, com investimentos públicos. São empresas que vivem da iniciativa privada e que consideraram útil o fato de eu ter sido Ministro da Fazenda, de ter acumulado uma experiência na área econômica, de conhecer a área econômica. Depois que eu deixei o ministério, fiquei quatro meses respeitando a quarentena e só depois disso passei a prestar serviço de consultoria.
Muitas empresas tradicionais do ramo, com larga experiência, com dezenas de profissionais, não tiveram faturamento tão alto quanto o senhor teve em 2010. Faturamento muito alto. Não é difícil aceitar a tese que o senhor teve faturamento tão alto quando outras empresas com estrutura muito maior e profissionais competentes não teve esse faturamento?
Eu respeito essa questão. Há muitas empresas, com profissionais muito competentes. Mas não sei se elas não têm bom faturamento, acredito que elas tenham também resultados muito importantes. A diferença da minha empresa para as demais em relação a esse ano de 2010 é que eu encerrei contratos e todo o trabalho realizado foi quitado neste momento.
Mas nos anos anteriores o faturamento do senhor também era...
Não eram esse valores, era menor.
Era metade desse valor, 30%, 20% desse valor?
Algo nesse sentido.
20%? 30%?
Se você me permitir, eu respeito todas as suas perguntas. Respeite o direito de eu não falar em valores.
Nós temos que considerar que as pessoas que esperam esclarecimentos, elas querem detalhes dos contratos, das negociações, dos números. Até que elas possam fazer uma análise. Porque não se pode esperar que como homem público, como homem de negócios até poderia, mas como homem público sabe que homem não precisa apenas ser honesto, precisa parecer honesto. O senhor acha que sem dar detalhes o senhor vai conseguir convencer as pessoas, a opinião pública?
Meu papel é cumprir lei rigorosamente a lei. Eu não estou acima da lei. Por isso quando criei empresa segui todas as providências no sentido de ter licenças legais. Bens da empresa são registrados em cartório em nome da empresa. Tudo está literalmente registrado e adequado. Quando eu vim ao governo, eu entreguei à comissão de ética da Presidência da República todas as informações das medidas que tomei. Quais foram? Encerrei as atividades de consultoria, nenhuma atividade de consultoria é feita hoje pela empresa, nesses últimos seis meses. Portanto hoje eu não atuo. Estamos conversando sobre a atuação no passado da empresa. Hoje eu não atuo na empresa e cumpri aquilo que a lei dizia que eu devia cumprir como ministro. A comissão de ética recebeu todas as informações e disse que não havia nada de errado. A Procuradoria Geral pediu informações e mandei todas as informações que pediram. Então vamos ver a avaliação desse organismo. Quando a Receita diz que não tem pendência da minha empresa na Receita Federal, tenho certeza que você considera isso uma informação relevante. Quando o Coaf diz que não há qualquer investigação sobre minha empresa, tenho certeza que você considera isso uma informação relevante.
Se não der todas as informações, não fica parecendo que alguns clientes foram atrás do senhor não atrás da expertise, mas atrás de favores futuros?
Eu não acredito que nenhuma pessoa tenha essa inclinação. Eu posso te afirmar, reafirmar, categoricamente, que toda a arrecadação da empresa seu deu através de contratos. E não estou dizendo que essa informação que estou lhe dando ficará secreta. Ela será fornecida aos órgãos de controle. Isso que é uma questão fundamental que eu quero que você compreenda. Nenhuma informação da minha empresa é secreta. Não estou dizendo que não darei informações aos órgãos de controle. Estou dizendo o contrário. Todas as informações tributárias já estão nos órgãos de controle. E todas as demais informações serão prestadas à Procuradoria Geral da República. Portanto, toda a vida da minha empresa estará disponível para os órgãos de controle.
O senhor hoje se considera plenamente capaz de continuar conduzindo as suas tarefas no governo, diante dessa crise?
Veja, Julio, não há uma crise no governo, há uma questão em relação à minha pessoa, eu prefiro encarar assim e assumir plenamente a responsabilidade que eu tenho nesse momento de prestar as informações aos orgãos competentes e dar as minhas explicações. isso é uma coisa que cabe a mim. não há crise no país, não há crise no governo..
O senhor acha que isso não tem interferido no dia-a-dia do governo?
Não, de forma alguma, o governo toca sua vida, trabalha intesnamente, há, sim, eu não vou negar que é uma questão dirigida à minha pessoa. com forte intensidade, com forte conteudo politico.
Como o senhor avalia, por exemplo, o caso do deputado Garotinho que chegou a referir-se ao senhor como um diamante de R$ 20 milhões, sugerindo uma chantagem pra aprovação de propostas de interesse dele no congresso nacional. o senhor acha que isso não afeta ...
Eu li uma coisa parecida com essa no jornal. não acredito que o deputado tenha dito isso, porque não é um procedimento..
... mas disse, ministro
... nem muito perto do adequado
... mas disse, ministro
...eu tenho dito aos meus colegas do congresso aquilo que me couber explicar, eu devo explicações vou fazê-lo, jamais eu posso dentro do governo trocar um assunto por outro ou misturar um assunto por outro. o governo tá tocando sua vida, as coisas estão acontecendo normalmnete. eu enfrento uma questão agora, uma polêmica, agora, vou fazê-lo pessoalmente, vou trazer isso pra minha responsabilidade, informando os orgãos de controle e dialogando francamente sobre essas questões.
Ministro, o senhor chegou a colocar o cargo à disposição da presidente Dilma?
Olha, o meu cargo, a presidente dilma tem o meu e o de todos, o meu cargo e de todos os ministros. ela, nós não chegamos a conversar sobre esse assunto, mas não h´esse que me prende ao governo, estou aqui pra colaborar com a presidente, faço minha atuação no governo. tudo que eu fiz na iniciativa privada eu prestei contas relativas a isso e tô muito tranquilo e muito seguro em relação aos procedimentos que tive
Se o procurador-geral da República decidir abrir investigação contra o senhor. o que é que o senhor pensaem fazer?
Se você me perguntar isso depois de acontecer eu lhe dou uma resposta em primeira mão. Mas eu, eu não posso, Júlio, se você me pernite, eu não posso responder em hipótese.
Isso acontece na vida política, questionamentos dessa ordem. Nós temos que ter tranquilidade de estar certos do que fizemos e de oferecer as explicações adequadas. Não há coisa, Julio, mais difícil do que você provar o que não fez, porque não há materialidade no que não fez. Eu digo a você: não fiz tráfico de influência, não fiz atuação junto a empresas públicas representando empresas privadas. Aí, como eu te provo isso?
Essa é uma boa pergunta. Como o senhor prova isso?
Você tem que... tem que existir boa fé nas pessoas. Por isso que a lei diz que quando há uma acusação, que é legítima haver, ela deve vir acompanhada de indícios ou de provas ou no mínimo de indícios. Por isso que nós precisamos acreditar na boa fé das pessoas. Eu te digo: não há problema estar em questão as minhas atividades nesse momento. Mas eu quero que as pessoas tenham boa fé, que escutem as explicações, que vejam as documentações enviadas aos orgãos públicos e que eu seja avaliado com Justiça, os meus direitos e os meus deveres.




Economia brasileira cresce 1,3% no 1º trimestre de 2011, mostra IBGE


03/06/2011 09h01 - Atualizado em 03/06/2011 11h44

Economia brasileira cresce 1,3% no 1º trimestre de 2011, mostra IBGE

Sobre 4º trimestre, agropecuária, indústria e serviços tiveram maiores altas.
Na comparação anual, PIB teve avanço de 4,2%.

Do G1 em São Paulo e no Rio
A economia brasileira registrou crescimento de 1,3% no primeiro trimestre (janeiro a março) de 2011 sobre os três últimos meses de 2010, segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira (3). Em valores correntes, a soma de todas as riquezas produzidas pela economia no período alcançou R$ 939,6 bilhões.
No quarto trimestre de 2010, a expansão da economia fora de 0,8% sobre os três meses anteriores, segundo revisão do IBGE divulgada nesta sexta. Na divulgação de dezembro de 2010, o número anunciado fora 0,7%.
“O melhor desempenho foi dado à agropecuária, devido principalmente à agricultura. Esse é um ano bom, com previsão de recorde da safra agrícola”, disse Rebeca de La Rocque Palis, gerente da Coordenação de Contas Nacionais do IBGE. Nesse tipo de comparação, a alta da agropecuária foi de 3,3%, seguida da indústria (2,2%) e dos serviços (1,1%).
Na comparação anual, com o primeiro trimestre de 2010, o PIB teve avanço de 4,2%. De acordo com o IBGE, entre as atividades econômicas, os maiores destaques foram observados no setor de serviços, que cresceu 4%, seguido pela indústria (3,5%) e pela agropecuária (3,1%).
Sobre o trimestre anterior, o crescimento da indústria foi de 2,2%, com a maior influência partindo da indústria de transformação (2,8%). Também apontaram crescimento construção civil (2%) e eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (0,7%).
Na sequência, aparece o setor de serviços, que teve alta de 1,1%, com os maiores aumentos vindos do comércio (1,9%) e transporte e armazenagem e correio (1,7%). Os serviços de informação tiveram crescimento de 1,1%, seguidos por administração, saúde e educação públicas (0,9%) e atividades imobiliárias e aluguel (0,2%).
A formação bruta de capital fixo (investimentos planejado) teve expansão de 1,2% no primeiro trimestre deste ano, ultrapassando a alta de 0,4% nos três meses anteriores.
“A importação e a produção interna de máquinas e equipamentos cresceram mais do que o setor de construção civil, o que favoreceu os investimentos”, afirmou a gerente do IBGE.
Despesas das famíliasDepois de três trimestres seguidos de crescimento, a a despesa de consumo das famílias desacelerou, apontando variação de 0,6% no primeiro trimestre de 2011. Já a despesa de consumo da administração pública cresceu 0,8%.
“As medidas macroprudencias do Banco Central, o aumento das exigências de empréstimos para pessoas físicas influenciaram na redução da despesa de consumo das famílias”, disse a gerente do IBGE.
Quanto ao setor externo, tiveram quedas as exportações (-3,2%) e as importações de bens e serviços (-1,6%).
"Depois da crise de 2008, houve um crescimento muito alto do extrativismo mineral. No 4º trimestre de 2010, a extração cresceu 25% e, agora, cresceu 5%. “Não houve queda na produção, mas cresceu bem menos do que no fim do ano passado”, ressaltou Rebeca. “Isso também exerce efeito sobre as exportações, que teve queda neste primeiro trimestre”, complementou.

De 2010 para 2011

Na comparação anual, o crescimento do PIB foi puxado pelo setor de serviços (4%). Todas as atividades de serviços registraram variações positivas, com destaque para intermediação financeira e seguros (6,4%), comércio atacadista e varejista (5,5%) e serviços de informação (5,1%).
Quanto à indústria, o crescimento nesse período desacelerou: de 4,3% no quarto trimestre de 2010 para 3,5% no primeiro trimestre de 2011 - um dos motivos é a alta base de comparação do primeiro trimestre do ano passado. Os maiores destaques partiram de construção civil (5,2%) e em eletricidade e gás, água, esgoto e limpeza urbana (4,9%).
Nesse tipo de comparação, a agropecuária cresceu 3,1%, devido ao aumento da produtividade e ao desempenho de alguns produtos da lavoura, como soja (6,3%), milho (3,0%), arroz (18,4%), algodão (69,5%) e fumo (16,3%), segundo nota do IBGE.
Sobre o primeiro trimestre de 2010, a despesa de consumo das famílias cresceu 5,9% - 30ª variação positiva seguida. De acordo com o IBGE, o resultado pode ser explicado pelos aumentos da massa salarial real e pelo saldo de operações de crédito do sistema financeiro com recursos livres para as pessoas físicas.
Já a despesa de consumo da administração pública aumentou menos,  2,1% em relação na comparação anual.
InvestimentoA taxa de investimento no primeiro trimestre de 2011 foi de 18,4% do PIB, superior à taxa referente a igual período do ano anterior (18,2%). A taxa de poupança alcançou 15,8% no primeiro trimestre de 2011, ante 15,4% no mesmo trimestre de 2010.
No resultado do primeiro trimestre de 2011, a necessidade de financiamento alcançou R$ 27,4 bilhões contra R$ 25,1 bilhões no mesmo período do ano anterior, segundo o IBGE.
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quarta-feira, 1 de junho de 2011

Brasil tem 75 mil notas com marca antifurto em circulação, diz BC


01/06/11, 16:56

Brasil tem 75 mil notas com marca antifurto em circulação, diz BC

As cédulas de dinheiro manchadas não valem mais e portador não será ressarcido

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O diretor de administração do Banco Central (BC), Altamir Lopes, estimou hoje que no máximo 75 mil cédulas marcadas por dispositivo antifurto não foram retiradas de circulação. Segundo ele, os valores das cédulas atingidas são diferenciados. O cálculo foi feito levando-se em conta uma taxa de "sucesso" de 50% nas tentativas de furto em caixas eletrônicos com dispositivo antifurto.



Altamir explicou que a regulamentação sobre as notas marcadas por esse dispositivo é semelhante à das notas falsificadas, em que também não há ressarcimento para quem detém a cédula. O objetivo do BC com essa normatização mais rigorosa é fechar o ciclo envolvendo os roubos de caixas eletrônicos, dificultando a circulação das notas marcadas. "A recomendação é que a população evite receber essas notas", disse Altamir.

No dia 18 de maio, o BC divulgou comunicado à imprensa informando que os cidadãos que recebessem notas marcadas deveriam apresentá-las aos bancos e, se elas fossem legítimas, haveria ressarcimento. Agora, a regulação é mais rígida, determinando que não haverá ressarcimento em caso de notas marcadas, exceto em casos de acidente ou furto frustrado e de problema na emissão em caixas eletrônicos.

Questionando sobre a mudança na regulação, Altamir se limitou a dizer que ocorreu porque nas discussões se entendeu que era melhor se trabalhar com as regras que foram publicadas hoje. O diretor destacou que nos casos em que, após a análise do BC, for comprovada a mancha por dispositivo antifurto, as informações - inclusive os dados de quem apresentou a nota marcada ao banco - serão levadas às autoridades policiais para investigação criminal. Altamir destacou que o procedimento em relação às cédulas manchadas é uniforme, ou seja, independe de a mancha ser grande ou pequena.

Fonte: Ig
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segunda-feira, 30 de maio de 2011

Taxa média de juros subiu para 178% ao ano em abril. Juro médio do crédito pessoal atingiu 49,9% ao ano.


30/05/2011 11h40 - Atualizado em 30/05/2011 11h45

Juro médio do cheque especial é o maior desde abril de 2003, mostra BC

Taxa média de juros subiu para 178% ao ano em abril.
Juro médio do crédito pessoal atingiu 49,9% ao ano.

Do G1, com informações do Valor Online
A taxa de juro do cheque especial saiu de 174,6% em março para 178,05% anuais em abril, com acréscimo de 3,5 pontos percentuais. Em 12 meses, foi registrada ampliação de 16,8 pontos percentuais. As informações foram apresentadas pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (30). Com a segunda alta consecutiva, a taxa é a maior desde abril de 2003, quando ficara em 178,5%.
O juro do crédito pessoal apresentou elevação de 2,6 pontos percentuais, atingindo 49,9% ao ano, a maior desde março de 2009, segundo a série histórica do BC. Em 12 meses, o BC apontou acréscimo de 7 pontos. Dentro dessas operações, a taxa média dos empréstimos com desconto em folha de pagamento aumentou 0,4 ponto, indo a 28,5%. Em 12 meses, houve adição de 1,7 ponto.
Nas outras modalidades de crédito à pessoa física, o custo médio do empréstimo para aquisição de veículos cresceu 1 ponto no mês passado, para 30,9% anuais. Em 12 meses, o aumento foi de 7,4 pontos. As taxas de empréstimos cobradas para aquisição de bens variados - como eletroeletrônicos, por exemplo - avançaram 1,2 ponto no comparativo mensal, para 54,8%.

sábado, 21 de maio de 2011

Palocci faturou R$ 10 milhões em apenas dois meses


21/05/11, 08:25

Empresa de Palocci faturou R$ 10 milhões em apenas dois meses

O faturamento da consultoria do ministro da Casa Civil, superou R$ 10 milhões em novembro e dezembro.

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O faturamento da consultoria do ministro da Casa Civil, Antonio Palocci, no ano passado superou R$ 10 milhões em novembro e dezembro, os dois meses que separaram a eleição da presidente Dilma Rousseff e sua posse, informa reportagem publicada na Folha de São Paulo.

Palocci multiplicou seu patrimônio com a ajuda da consultoria, adquirindo em São Paulo um apartamento de R$ 6,6 milhões em dezembro de 2010 e um escritório de R$ 882 mil em 2009.

A assessoria de imprensa da Projeto não comentou os valores recebidos pelos serviços. A empresa reiterou ontem, em nota, que o crescimento de faturamento registrado em 2010 é natural como consequência do aumento do volume de contratos.

A assessoria também atribuiu o aumento de recursos à "quitação antecipada pelos serviços prestados após acordo com os clientes". 


Fonte: Folha de São Paulo
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